25 agosto, 2015

VI Fórum Internacional sobre surdocegueira e deficiência múltipla sensorial de mãos dadas saúde, educação e direitos no atendimento educacional especializado


Ementa | Resumo:
Este evento pretende divulgar o conhecimento científico produzido por pesquisadores de diferentes países no que se refere à surdocegueira e deficiência múltipla sensorial. Além de divulgar produções brasileira tanto acadêmicas quanto práticas desenvolvidas em escolas das diferentes redes de ensino.

Inscrições: somente on line - gratuita
informações: kpagnez@usp.br


Informações: http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/eventos/detalhado.asp?num=2278&cond=12&some=1


Programa


Quarta-Feira
11/11/2015
Auditório EA
18:00 | 21:00
Cerimônia de Abertura do Evento
Palestra: Políticas Públicas para o atendimento a alunos com surdocegueira e deficiência múltipla sensorial
Quinta-Feira
12/11/2015
Auditório EA
08:00 | 18:00
Palestras e apresentação de poster
- Síndrome de Charge - Pontes de Aprendizagem e Desenho universal - Apresentação de poster
Sexta-Feira
13/11/2015
Auditório EA
08:00 | 18:00
Palestras
- Práticas corporais de pessoas com surdocegueira - Comunicação Háptica - Equipe Colaborativa no trabalho com pessoas com surdoegueira ou deficência múltipla
Sábado
14/11/2015
Auditório EA
08:00 | 18:00
Oficina e Palestra
Oficina 1: Comunicação da pessoa com surdocegueira congênita e/ou com deficiência múltipla sensorial Oficina 2: Recursos pedagógicos para pessoas com deficiência múltipla e pessoas com surdocegueira Oficina 3: Comunicação da pessoa com surdocegueira adquirida Oficina 4: O trabalho com a família de pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla Oficina 5: Comunicação Social Háptica para pessoa com surdocegueira adquirida Oficina 6: O ensino colaborativo na inclusão de alunos com surdocegueira e/ou deficiência múltipla sensorial. Oficina 7: A reabilitação da pessoa com surdocegueira com síndrome de Usher Oficina 8: O trabalho do instrutor mediador no atendimento a pessoa com surdocegueira e/ou deficiência múltipla sensorial Oficina 9: O papel do guia intérprete no atendimento a pessoa com surdocegueira adquirida. Oficina 10: O atendimento educacional especializado domiciliar. Oficina 11: O atendimento educacional especializado para pessoa com surdocegueira e/ou deficiência múltipla sensorial Mesa: Comunicacao Tatil : A importancia do Parceiro de Comunicacao e Avaliacao das Pessoas com surdocegueira de com Deficiencia Multipla Mesa: Comunicação da Pessoa com Surdocegueira Congenita Mesa: Tecnologia Assistiva Para Pessoas com Deficiencia Multipla e Surdocegueira Adquirida

30 julho, 2015

Colar permite experiência musical a deficientes auditivos

Por todos os lugares é comum encontrar pessoas com headphones aproveitando suas playlists. Essa experiência pode estar chegando aos deficientes auditivos. Um projeto criado por um estudante da Rhien-Waal University of Applied Sciences, na Alemanha, traz um conceito interessante para entregar vibrações musicais para quem não pode ouvir.
Com um design minimalista, do tipo que a Apple aprovaria, o protótipo chamado Corus possui um formato de C, que se adequa ao pescoço, entregando ondas de vibrações conforme a batida da música.




Você pode conferir mais fotos e detalhes do projeto no Behance de seu criador, o jovem Apiwat (Peet) Anuntrachartwong.
Redação Adnews

15 julho, 2015

Aparelhos Auditivos para crianças - criativos e divertidos

No bullying da escola, tudo o que é diferente entra na roda da gozação, incluindo óculos, aparelhos ortodônticos e auditivos. Entre uma piada e outra, o britânico Freddie Ivermee, 4, e a filha de uma amiga da família tinham dificuldades para se acostumarem a usar o aparelho auditivo na escola. Até que Sarah, mãe do garoto, teve uma ideia genial: por que não personalizar o aparelho, tornando o que é tido como esquisito em algo legal?
 
O Filho de Sarah Ivermee, Freddie, foi diagnosticado com surdez profunda e perda da audição quando tinha 3 meses de idade. Em 2014, recebeu implantes cocleares.

Usando pequenos adesivos, Sarah começou a enfeitar os aparelhos das crianças com motivos de heróis e personagens dos desenhos animados. O sucesso foi tanto que ela abriu uma empresa, a Lugs, e hoje envia desenhos para aparelhos auditivos a crianças de todas as partes do mundo. Afinal, quem não quer ter o Batman, o Woody do Toy Story ou as Tartarugas Ninjas na orelha? Confira o resultado:
 

Em 2014, Ivermee, começou a fabricar aparelhos auditivos a pedido de uma empresa que vende a baixo custo.

Ela espera que os seus desenhos incentivem as crianças a usar os seus aparelhos auditivos com orgulho. Seus modelos incluem angry birds, Batman, borboletas, Arcos, hello kitty e mais. Ivermee também pretende adicionar uma linha só para ocasiões especiais.

A empresa está atraindo a atenção de pessoas de outros lugares do mundo. Ivermee disse que lhe surpreendeu positivamente quando seus primeiros cinco pedidos vieram dos Estados Unidos.


 

 

Conheça o primeiro hotel do mundo atendido e gerenciado por jovens com Síndrome de Down

Quais são os pontos que você analisa antes de escolher um hotel para se hospedar? O tamanho dos quartos, as comodidades oferecidas, a quantidade de estrelas, o preço… Mas outras questões também são bastante importantes e já pesam na hora da escolha para muitas pessoas: a inclusão social é uma delas. E um hotel localizado na província de Asti, na Itália, é uma ótima escolha nesse sentido.

Com o nome de Albergo Etichttp://www.albergoetico.asti.it/o, o espaço é atendido exclusivamente por jovens com Síndrome de Down. A Associação Albergo Etico é responsável pela inserção de pessoas com a síndrome no mercado de trabalho desde 2006. O objetivo é ajudá-los a conquistar autonomia, aprendendo a viver sozinhos, gestionar suas contas e trabalhar em grupo.
 
A inauguração do espaço, que conta com três estrelas, ocorreu no dia 18 de junho deste ano. Os visitantes que passarem por lá poderão desfrutar de 26 quartos com um total de 60 camas, além de um restaurante com capacidade para 50 pessoas, um belo jardim e até um espaço de coworking aberto para clientes e moradores da cidade.
O projeto surgiu depois que Nicolás, um menino com Síndrome de Down, realizou um estágio no restaurante Tacabanda, em Asti. A experiência transformou a vida do jovem e dos seus companheiros no lar especial em que vivia e deu origem à ideia de abrir cada vez mais espaço a jovens que convivem com a síndrome.
 
HotelAsti_extra
 
 
fonte:  Hypeness http://www.hypeness.com.br/
 

11 julho, 2015

Palestra Comunicação Social Háptica para pessoas com Surdocegueira Adquirida


Pesquisadores testam vírus e tentam reverter formas de surdez genética

Pesquisadores testam vírus e tentam reverter formas de surdez genética

Surdez Genética – Nova terapia, testada com sucesso em camundongos, pode estar disponível dentro de dez anos.

Cientistas dos Estados Unidos e da Suíça afirmam que conseguiram reverter alguns tipos de surdez em cobaias com o uso de um vírus. Problemas no DNA são responsáveis por cerca de metade dos casos de perda de audição na infância.
O estudo com camundongos foi publicado na revista especializada “Science Translational Medicine” e mostrou que um vírus pode corrigir o problema genético e restaurar parte da audição.
Segundo os especialistas, os resultados poderão levar à disponibilização de um tratamento dentro de dez anos. A pesquisa se concentrou em analisar os pelos minúsculos dentro do ouvido, que convertem os sons em sinais elétricos que podem ser interpretados pelo cérebro.
Mas mutações no DNA podem fazer com que estes pelos não consigam criar o sinal elétrico, o que leva à surdez.
A equipe de pesquisadores desenvolveu um vírus geneticamente modificado que pode infectar as células dos pelos do ouvido e corrigir este erro.
Injeções
A nova terapia foi testada em camundongos que sofriam de “surdez profunda”, que não escutariam nada nem mesmo estando em meio a um barulhento show de rock, com níveis de som chegando aos 115 decibéis.
Injeções do vírus modificado nos ouvidos levaram a uma “melhora considerável” na audição, apesar de não ter restaurado aos níveis normais.
Depois do tratamento, os animais conseguiam ouvir o equivalente de ruído dentro de um carro em movimento, ou cerca de 85 decibéis.
Eles também apresentaram alteração no comportamento em resposta a sons durante o período de 60 dias do estudo.
“Estamos muito animados, mas também estamos com um otimismo cauteloso, pois não queremos dar esperanças falsas. Seria prematuro dizer que encontramos uma cura”, disse à BBC Jeffrey Holt, um dos pesquisadores participantes do estudo e que trabalha no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos.
“Mas em um futuro não tão distante poderia se transformar em um tratamento para a surdez genética. Então, esta é uma descoberta importante”, acrescentou.
A equipe afirmou que a pesquisa ainda não está pronta para o início de testes clínicos em humanos. Eles querem provar que o efeito é duradouro. Por enquanto, sabem que a terapia funciona por alguns meses, mas o objetivo é que o tratamento funcione para a vida toda do paciente.
Genes diferentes
Surdez Genética
Terapia não corrige problemas de audição causados por música alta ou outros ruídos (Foto: Thinkstock/BBC)
O estudo conseguiu corrigir uma mutação em um gene chamado TMC 1, que é o responsável por cerca de 6% dos casos de surdez hereditários.
No entanto, existem mais de cem genes separados que já foram ligados à surdez.
“Posso prever pacientes com surdez tendo seus genomas sequenciados e um medicamento personalizado e preciso injetado em seus ouvidos para restaurar a audição”, disse Holt.
O tratamento visa apenas ajudar as pessoas com surdez causada por problemas nos genes e não os adultos que sofrem de surdez decorrente de ouvir música alta.
Para Tobias Moser, do Centro Médico da Universidade de Gottingen, na Alemanha, os resultados da pesquisa são “promissores”.
Moser afirma que o estudo dá “esperança de que a restauração da audição será disponível para algumas formas de surdez na próxima década”.
“Acho que esta pesquisa representa um avanço muito animador em nossa compreensão do que pode ser alcançado usando a abordagem de transferência de genes no ouvido interno para reduzir o impacto de mutações danosas”, afimou Karen Steel, cientista britânica do King’s College de Londres.
“No momento, a função (audição) é resgatada apenas em parte, mas é um começo e provavelmente a metodologia poderia ser desenvolvida para melhorar o resultado”, acrescentou.
Fonte: G1

08 julho, 2015

Resumo da Lei Brasileira da Inclusão



A Presidência da República sancionou, nesta segunda, 6 de julho de 2015, a Lei Brasileira de Inclusão. A aprovação dessa lei fortalece o segmento das pessoas com deficiência e se soma a outras leis de igual importância como a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei de Cotas, que reserva postos de trabalho às pessoas com deficiência. No dia 24 de julho, a Lei de Cotas completa 24 anos de existência (8213/91) e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo fará dupla comemoração: o aniversário da Lei de Cotas e a sanção da Lei Brasileira de Inclusão.

A aprovação da Lei Brasileira de Inclusão atende a reivindicações antigas. Nasceu equivocadamente como “Estatuto da Pessoa Deficiente”, em 2003, por autoria do então deputado Paulo Paim. Após passar por várias revisões, estudos e modificações, capitaneadas pela deputada federal Mara Gabrilli, chegou-se a uma versão que caminha na linha da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, cujo teor é voltado ao protagonismo, cidadania e inclusão social. O Estatuto transformou-se na Lei Brasileira de Inclusão, também chamada pela sigla LBI. Passará a valer em 180 dias após sua sanção, ou seja, a partir de janeiro de 2016.

Entre as várias mudanças importantes, a LBI aprova o AUXÍLIO INCLUSÃO para trabalhadores com deficiência que exerçam atividade remunerada. Entre as novas conquistas destacam-se, ainda: o trabalhador com deficiência poderá utilizar o FGTS para aquisição de órteses e próteses e, também, haverá proibição aos planos de saúde de praticarem qualquer tipo de discriminação em razão de sua deficiência.

Na Educação: haverá proibição às instituições de ensino para que não cobrem mais de alunos com deficiência; reserva de 10% das vagas em instituições de ensino superior ou técnico; e obriga o poder público a fomentar a publicação de livros acessíveis pelas editoras.

No campo da Mobilidade: reserva de 2% das vagas em estacionamentos; 5% dos carros de autoescolas e de locadoras de automóveis deverão ser adaptados para motoristas com deficiência.

A LBI também traz novidades no campo da Moradia: reserva de 3% de unidades habitacionais em programas públicos ou subsidiados com recursos públicos. Na Cultura: teatros, cinemas, auditórios e estádios passam a ser obrigados a reservar espaços e assentos adaptados. O campo do Turismo também é contemplado: cota de 10% de dormitórios acessíveis em hotéis.

No Esporte, a Lei Brasileira de Inclusão estabelece 2,7% da arrecadação das loterias federais para o esporte. Hoje esse percentual é de 2%. Dessa parte a ser destinada ao esporte, a LBI prevê que 37,04% devem ser repassados ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e 62,96% ao Comitê Olímpico (COB). Atualmente o CPB fica com a fatia de 15% e o COB, 85%.

A lei vai afetar diretamente o dia a dia das pessoas com deficiência: boletos, contas, extratos e cobranças deverão ser em formato acessível; elas terão o direito de participar da política ativamente, com a garantia do direito de votar e ser votada, em igualdade de oportunidades. Também permite que pessoas com deficiência intelectual casem legalmente ou formem união estável, entre várias outras garantias de direitos.