20 janeiro, 2015

Investigadores criam aparelho para surdos que permite «ouvir pela língua»

Um dispositivo desenvolvido por investigadores da CSU (Universidade do Estado do Colorado), dos EUA, permite que pessoas com deficiência auditiva ouçam com um dispositivo Bluetooth, que deve ser colocado na língua. As informações são do jornal britânico The Telegraph.

Com o dispositivo (ainda sem nome), os cientistas envolvidos dizem que este deve ser uma solução mais acessível que os implantes cocleares, que consistem numa intervenção cirúrgica para colocar um dispositivo electronico no ouvido da pessoa.
«Implantes cocleares são eficazes e transformaram a vida de muitas pessoas, porém não é para todos. Achamos que o nosso aparelho funcionará tão bem quanto esses já disponíveis, mas ajudará mais pessoas, pois custa menos», disse John Williams, professor do departamento de engenharia mecânica da universidade, sem especificar quanto custaria uma versão comercial do dispositivo.
Os implantes cocleares captam som de fora do corpo e transmitem-no para o sistema auditivo. O aparelho da universidade norte-americana utiliza um pequeno microfone sem fios que envia esses sinais através dos nervos da língua. De acordo com Williams, leva entre três a quatro semanas a aprender a «escutar» desta nova forma.
O protótipo produzido pela equipe de pesquisa é grande, mas eles acreditam que vão conseguir reduzir consideravelmente o aparelho, de modo que fique escondido na boca.

Fonte: Diário Digital

11 janeiro, 2015

ACAMPAMENTO SURDOS URUGUAI

ACAMPAMENTO SURDOS URUGUAI
IDADE: 18-30 anos
Dia: 28 fevereiro ate 8 de março 
Inscrição: +- 70 dólares

Passagem+alimentação: Seu bolso.

Inscrição Uruguai até o dia 15/01. 

Compartilhe para outros jovens brasileiros.

Enviar o email, se quiser participar ser representante do Brasil:
cnjs.coordenacao@gmail.com



29 dezembro, 2014

Filmes financiados com recurso público terão de ter legenda descritiva e Libras

Os filmes e demais produções audiovisuais financiadas com recursos públicos deverão ser acessíveis a pessoas com deficiência visual e auditiva. Para isso, deverão fornecer legenda descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras). A definição é parte de instrução normativa da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e vale para todos os projetos aprovados a partir da data da publicação, dia 18 de dezembro.

O documento passou por consulta pública entre abril e maio deste ano. A instrução normativa estabelece que projetos de produção audiovisual financiados com recursos da Ancine deverão contemplar esses serviços em seus orçamentos. Materiais entregues para fins de depósito legal em sistema digital devem conter os mesmos serviços em canais dedicados a dados, vídeo e áudio que permitam seu desligamento ou acionamento.
 
Segundo a Ancine, em 2015 e 2016, será regulamentada a exibição em salas de cinema, que terão de se adequar para tornar possível o acesso à legenda descritva, audiodescrição e Libras.

Conforme a agência, a acessibilidade já é adotada como critério nas chamadas públicas do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), destinado ao desenvolvimento articulado da cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil. O Programa Cinema Perto de Você desonera de tributos a importação de equipamentos relacionados à promoção de legendagem e audiodescrição.

Além disso, o Prêmio Adicional de Renda (PAR-Exibição), que contempla complexos com até duas salas pela volume e diversidade de filmes brasileiros exibidos, condicionou o prêmio oferecido aos vencedores deste ano à aplicação em projetos de digitalização ou de adaptação das salas ao acesso de pessoas com deficiência.

De acordo com o censo do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil há 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Destas, 500 mil são cegas. Os que têm grande dificuldade de audição somam 1,8 milhões, enquanto aqueles com alguma dificuldade alcançam 7,6 milhões. Os surdos são 344 mil.

fonte: Agência Brasil

01 dezembro, 2014

filme: Mr. Holland - Meu adorável professor

Quem assistiu ao filme Adorável professor (Mr. Holland,1995) deve lembrar do professor cuja musica é a sua vida e quis o destino que seu primeiro e único filho nascesse surdo. Um dos diálogos mais marcantes da produção é a cena na qual o adolescente percebe que o pai está triste e pergunta o motivo e o pai responde que ele não vai entender. São os entraves da comunicação. A não aceitação? A temática central não é a surdez nem a relação pai/filho, mas quase no final do filme, o pai faz uma homenagem ao filho e em uma apresentação da escola onde leciona, canta e faz em língua de sinais uma música e a dedica ao filho. 
Fica a dica de filme. Assista com uma caixa de lenço de papel do lado do sofá.


em Uganda.... o primeiro dia de aula

Em Uganda, na África, a pequena Margaret de cinco anos, que nasceu com surdez profunda e passou sua vida isolada das pessoas, incapaz de se comunicar, entra na escola!!! Conhece a língua de sinais e faz amigos. Que coisa vídeo lindo!! Que sorriso gostoso!!!


12 novembro, 2014

Fotografia Plano Detalhe



O  vídeo acima apresenta um trabalho que realizei com 7 alunos surdos do 5º ano de uma escola especial para surdos, com idades entre 11 e 12 anos.
A ideia inicial era possibilitar aos alunos expressarem-se através da fotografia, mas acabei dando um "comando" diferente: fotografem o que você veem na escola, menos pessoas.
Um aluno por vez saiu com a máquina e retornava e entregava ao amigo. Eu não comentava nada, não perguntava e nem sugeria a quantidade ou o local a ser fotografado.
Nenhum aluno via a foto do outro.
As fotos foram apresentadas à todos e cada um individualmente podia fazer as alterações que desejassem. A manipulação foi feita no word e eles aprenderam a cortar, a alterar a luminosidade o brilho e  a cor. Após manipularem livremente, os próprios alunos salvavam.
Tudo pronto e impresso os alunos puderam ver as fotos uns dos outros.
As fotos foram apresentadas em uma Feira Cultural realizada dia 08 de novembro, com as fotos suspensas na sala ao estilo móbile,  onde todos podiam caminhar entre elas.
As fotos ficaram lindas e expressam a visão, os sentimentos deles e o olhar.
Algumas em preto e branco, outras fotos bem coloridas e especial de uma criança que fotografou somente paredes, mas depois as coloriu.
No momento não cabe análise, nem críticas negativas, afinal foi o primeiro contato dos alunos com uma câmera semi profissional e com a manipulação de imagens. Sugiro que assistam vendo o olhar de uma crianças, que vai além das pessoas, das carteiras e da lousa.

Roseli Gonçalves