18 maio, 2015

Oficina de Português para surdos - DERDIC

Inscrições abertas - Oficinas de Português para Surdos
A Derdic, em parceira com a empresa Accenture, está oferecendo à comunidade surda Oficinas de Português totalmente gratuitas. As aulas acontecerão na Derdic, a partir das 18h, 2 vezes por semana, com duração de 2 horas.
As vagas são limitadas!
Informações e inscrições na Secretaria da Escola da Derdic, de segunda a quinta, a partir das 18h (Rua Profª Drª Neyde Apparecida Sollitto, 435 - 1° andar - Vila Clementino).

07 maio, 2015

Cabeleireiro cria salão móvel em van para atender pessoas com deficiência



Após ouvir de um cliente cadeirante que era a sexta vez que tentava entrar em um salão de beleza, mas não conseguia --por causa da falta de acessibilidade--, o empresário José Valente, 44, decidiu criar um serviço itinerante para deficientes físicos, o Acessibilidade Cabeleireiro Delivery.
A van adaptada percorre todo o Distrito Federal e conta com equipamentos profissionais que podem ser encontrados em um estabelecimento comum, desde o lavatório até os acessórios. Essa infraestrutura, segundo ele, é o que diferencia seu negócio do serviço prestado por cabeleireiros que atendem nas casas informalmente. Corte, pintura e hidratação são alguns dos serviços oferecidos.
O investimento total foi de R$ 60 mil. Segundo José Valente, o faturamento triplicou em relação ao período em que trabalhava em um salão de beleza. "Atendo cerca de 30 clientes por mês, o que dá R$ 4.500. Não há concorrência, pois sou o único do DF que vai de van até a casa das pessoas para prestar o serviço", diz. No salão, ele faturava R$ 1.500. A van funciona há apenas nove meses.
O cabeleireiro diz que há uma relação de confiança entre ele e os clientes. "Atendo pessoas com diversas deficiências, algumas que não conseguem nem sair da cama. Corto, faço mexas nos cabelos e hidrato. Todo o serviço é feito com muito carinho. Muitas vezes, viro parte da família."
Cadeiras adaptadas, tesouras, secadores, produtos químicos e até um lavatório são levados na van. A água vem de um galão, que também é transportado. "Levamos também um aspirador para limpar os cabelos cortados que ficam no chão. Nossa missão é levar praticidade e conforto para os clientes", afirma.

Serviço evita situações constrangedoras, diz cliente

O estudante Leonardo Alencar, 27, é cadeirante há seis anos. Em uma brincadeira com amigos, ele pulou em uma piscina e bateu a cabeça no fundo, fraturando uma vértebra. Desde então, o jovem sofre dificuldades quando precisa ir até um salão de beleza para cortar o cabelo. Ele diz que não há rampas nos estabelecimentos da região.
"Quando tenho que ir sozinho, preciso da boa vontade das pessoas. A maior dificuldade é ter que sair da cadeira de rodas para sentar na do salão. É bem complicado, as pessoas não se preocupam com acessibilidade", diz o jovem.
Quando soube do serviço, Leonardo logo telefonou para Valente. "Achei a iniciativa maravilhosa, nunca tinha pensado nisso. Além de evitar situações constrangedoras, é bem mais confortável cortar e lavar o cabelo dentro da minha própria casa."

fonte:Jéssica Nascimento
Do UOL, em Brasília

 

04 maio, 2015

JOGOS CORPORAIS PARA SURDOS E OUVINTES



JOGOS CORPORAIS PARA SURDOS E OUVINTES
 
Oficina dias  30 e 31 de Maio
Sábado e Domingo das 16h30 às 18h
No Sesc Pinheiros
Crianças de 7 a 14 anos
 
com a professora Maria Aparecida de Castro Anselmo
 
Sesc Pinheiros (rua Pais Leme, 195 - Pinheiros - São Paulo - SP )
 
Ginásio Topazio 5º Andar

26 abril, 2015

2º Fórum Regional dos Direitos Humanos Surdos - São Paulo



Inscrição LINK: http://goo.gl/forms/6ZFb6Ja1EN 
Data: 23 de maio de 2015 •
Horário: 08hs a 18hs •
Local: Escola Hellen Keler • Endereço: Rua Pedra Azul, 314...Aclimação - São Paulo




23 abril, 2015

Surdo cria braço mecânico com sucata após ser amputado em acidente de trabalho



Assim como o Homem de Lata, do clássico Mágico de Oz, José Arivelton Ribeiro também tem seu corpo “composto” por lataria. Os dois homens perderam seus membros em um acidente de trabalho. O que os separa é que, ao contrário do personagem, o cearense está longe de precisar de um coração. No caso da vida real, foi ele quem criou o próprio braço mecânico, sem a ajuda de nenhuma Dorothy, e sim da internet.
A fantástica história de José Ari, de Fortaleza, foi descoberta pelo programa Gente na TV, da TV Jangadeiro/Band, que exibiu reportagem na última segunda-feira (20). O cearense, além de deficiente físico, nasceu surdo, depois de um problema durante a gravidez da mãe Maria do Socorro. Tudo culpa de um susto. Assim, ela considera a vida do filho um milagre.

José Ari estudou, terminou o ensino médio e desenvolveu sua linguagem de sinais, mas o ofício de consertar eletrônicos aprendeu com o pai. O cearense cresceu dentro da oficina da família, auxiliando no ajuste de televisões e outros aparelhos. Para o irmão, José Rusivelton, o Homem de Lata cearense sempre foi “inventor”. “Desde criança ele é assim. Enquanto eu brincava, ele gostava de ficar inventando coisa, fazendo réplica de carro, de navio de avião”, relata.
A perda do braço foi decorrente de uma descarga elétrica. Há dois anos e meio, José Ari subiu na laje de sua oficina, na tentativa de solucionar uma queda de energia que tomou conta do local. O rapaz acabou tocando em uma antena e sofreu uma descarga elétrica.

A mãe conta que, durante sua internação no hospital, José Ari chorava de dor, com o processo de necrose. “Ele pediu pra chamar a enfermeira e, do jeito dele, pediu pra que o braço fosse amputado. Ele me dizia que preferia perder um braço do que a própria vida. Foi a única vez que eu vi meu filho triste”, comenta.
Em uma casa humilde, José Ari, atualmente viúvo, mora junto com a mãe, o irmão e a filha Sara. Os três auxiliam o familiar apenas com a comunicação para quem não sabe a linguagem de sinais. De acordo com a família, o cearense é completamente independente. “Quando não tem gente em casa, ele se vira. Ele não gosta que ninguém fique atrás dele, querendo ajudar”, garante o Rusivelton.

Depois de fazer pesquisas na internet, Ari resolveu construir um braço mecânico, na tentativa de suprir suas necessidades. A peça foi feita há um ano e dois meses, mas ainda será adaptada. A prótese do braço direito pesa 5kg.

Feito peça por peça com sucata, parafusos, ligas de borrachas, panelas velhas e até cabos de freio de bicicleta, o homem se baseou no tamanho do braço do irmão para construir o próprio. Para usar o equipamento, ele utiliza uma meia no braço para se proteger de possíveis ferimentos.
Os movimentos do “braço de lata” foram fundamentados nos ligamentos de um braço de verdade. O sistema é aparentemente simples. Para mexer os dedos, José Ari movimenta os ombros. Se alonga os ombros, a mão abre. Se curva os ombros, a mão fecha. É dessa forma, que ele consegue desenvolver atividades simples, como cortar pão, pegar uma chave e até dirigir seu próprio carro.

O irmão conta que essa não é a sua primeira prótese. Ele já havia feito outra antes, mas não tão desenvolvida. Funcionava como uma espécie de gancho. “Meu irmão nasceu assim e sempre foi difícil pra ele conseguir interagir com a sociedade, mas ele sempre deu um jeito. Eu o uso como uma motivação todos os dias, ele é quem me coloca pra frente”, finaliza.
José Ari consegue levar uma vida normal. Trabalha, faz qualquer tarefa doméstica e ainda encontra uma maneira para jogar vídeo-game. Além do braço, ele cria outros artefatos, como um abajur, feito com garrafas de bebidas alcoólicas encontradas nas ruas. Um belo invento, mas nada como o incrível braço de lata.

21 abril, 2015

The deaf family

The deaf family retrata uma família  surda passando por provações e tribulações cotidianas. Cada personagem tem seus encontros e confusões e eles percebem que eles têm de aceitar as suas identidades como indivíduos surdos se querem ser aceitos por todos, incluindo as pessoas de ouvintes.
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- Escrito por Mosdeux  em 2008

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