01 dezembro, 2014

filme: Mr. Holland - Meu adorável professor

Quem assistiu ao filme Adorável professor (Mr. Holland,1995) deve lembrar do professor cuja musica é a sua vida e quis o destino que seu primeiro e único filho nascesse surdo. Um dos diálogos mais marcantes da produção é a cena na qual o adolescente percebe que o pai está triste e pergunta o motivo e o pai responde que ele não vai entender. São os entraves da comunicação. A não aceitação? A temática central não é a surdez nem a relação pai/filho, mas quase no final do filme, o pai faz uma homenagem ao filho e em uma apresentação da escola onde leciona, canta e faz em língua de sinais uma música e a dedica ao filho. 
Fica a dica de filme. Assista com uma caixa de lenço de papel do lado do sofá.


em Uganda.... o primeiro dia de aula

Em Uganda, na África, a pequena Margaret de cinco anos, que nasceu com surdez profunda e passou sua vida isolada das pessoas, incapaz de se comunicar, entra na escola!!! Conhece a língua de sinais e faz amigos. Que coisa vídeo lindo!! Que sorriso gostoso!!!


12 novembro, 2014

Fotografia Plano Detalhe



O  vídeo acima apresenta um trabalho que realizei com 7 alunos surdos do 5º ano de uma escola especial para surdos, com idades entre 11 e 12 anos.
A ideia inicial era possibilitar aos alunos expressarem-se através da fotografia, mas acabei dando um "comando" diferente: fotografem o que você veem na escola, menos pessoas.
Um aluno por vez saiu com a máquina e retornava e entregava ao amigo. Eu não comentava nada, não perguntava e nem sugeria a quantidade ou o local a ser fotografado.
Nenhum aluno via a foto do outro.
As fotos foram apresentadas à todos e cada um individualmente podia fazer as alterações que desejassem. A manipulação foi feita no word e eles aprenderam a cortar, a alterar a luminosidade o brilho e  a cor. Após manipularem livremente, os próprios alunos salvavam.
Tudo pronto e impresso os alunos puderam ver as fotos uns dos outros.
As fotos foram apresentadas em uma Feira Cultural realizada dia 08 de novembro, com as fotos suspensas na sala ao estilo móbile,  onde todos podiam caminhar entre elas.
As fotos ficaram lindas e expressam a visão, os sentimentos deles e o olhar.
Algumas em preto e branco, outras fotos bem coloridas e especial de uma criança que fotografou somente paredes, mas depois as coloriu.
No momento não cabe análise, nem críticas negativas, afinal foi o primeiro contato dos alunos com uma câmera semi profissional e com a manipulação de imagens. Sugiro que assistam vendo o olhar de uma crianças, que vai além das pessoas, das carteiras e da lousa.

Roseli Gonçalves

05 novembro, 2014

Aprovada proposta que reforça educação regular inclusiva


O conceito da educação especial e o papel da educação regular de ensino para atender pessoas com deficiência ou transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação são temas do substitutivo apresentado pela Câmara dos Deputados ao PLS 180/2004, aprovado ontem pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado.

O texto define o conceito de educação especial, que passa a ser uma modalidade de ensino escolar que realiza “atendimento educacional especializado” para apoiar os serviços educacionais comuns. A ideia é promover a educação inclusiva, ou seja, a escola regular terá que se preparar para receber todo e qualquer tipo de aluno.

O substitutivo da Câmara retira três parágrafos do artigo 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que preveem oferta eventual de serviços especializados nas escolas da rede regular; atendimento em classes, escolas ou serviços especiais, em situações específicas; e o dever do Estado de ofertar educação especial de zero a 6 anos, durante a educação infantil.

O texto original, da ex-senadora Ideli Salvatti, assegurava a inclusão educacional e social de estudantes com deficiência auditiva, obrigando as escolas a ofertar a língua brasileira de sinais (Libras) na educação básica.

Inclusão ampliada

A partir das modificações aprovadas na Câmara e referendadas pela comissão, o projeto agora obriga os sistemas de ensino a garantir não só o ensino de Libras, mas também de outros métodos de comunicação para esses estudantes, como o sistema braile (para cegos) e o tadoma (para pessoas que são simultaneamente surdas e cegas).

Se aprovada a proposta, esses alunos terão direito à adequação, às suas necessidades, de currículos, métodos e recursos, além de professores especializados e educação especial para o trabalho. Também deverão ser respeitados o atendimento de necessidades educacionais específicas dos alunos nas diretrizes para cursos superiores em geral, a inserção de eixos temáticos e conhecimentos favoráveis à educação inclusiva na formação de professores e a oferta, aos familiares e à ­comunidade da pessoa com deficiência auditiva, de condições para o aprendizado de Libras.

Jornal do Senado

(Reprodução autorizada mediante citação do Jornal do Senado)

15 outubro, 2014

Luva eletrônica traduz Libras em som e texto



Estudantes de Engenharia Eletrônica do Instituto de Tecnologia Aeroespacial (ITA) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, estão desenvolvendo uma luva eletrônica que pode facilitar a comunicação dos deficientes auditivos. O projeto Quiros consiste em um software que converte os sinais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) usada por deficientes auditivos em som e texto.

O equipamento capta o movimento e o contato entre os dedos por meio de sensores, de acordo com a velocidade de cada gesto e sem utilizar cabos. Os sinais são enviados a um computador que faz a tradução.

“Nosso projeto consiste basicamente em duas partes: uma eletrônica e uma computacional. Com a parte eletrônica, a gente consegue identificar como a mão se localiza no espaço, então, por meio de uma série de sensores a gente envia informações para o computador que entende as informações e interpreta como um gesto”, explica o estudante Daniel Schwalbe Koda.

De acordo com os estudantes que desenvolvem o projeto, o custo inicial foi de R$ 600 e a intenção é que no futuro a tecnologia possa ser adaptada a celulares. “Tivemos que desenvolver todo um sistema de comunicação, protocolo e códigos para que nossa mão conseguisse se comunicar com o computador e, possivelmente, com dispositivos smartphones, no futuro”, afirmou o estudante.
No futuro, os universitários pretendem aprimorar o aparelho que começou a ser criado em uma aula de engenharia e desenvolver a invenção e codificar todos os sinais da linguagem sincronizando com outra luva para ajudar pessoas com deficiência auditiva. “A gente quer usar problemas reais para trazer as ferramentas da engenharia e o ensino da engenharia em problemas aplicados. Isto é estimulante para o aluno, que tem um potencial de desenvolver empreendedorismo também”, disse o professor Anderson Borilli.